Esses dias, tive o prazer de conhecer um camarada muito gente fina. Este cara é Pedro Euclides, professor de uma autoescola na minha cidade. Conheci-o numa aula sobre direção defensiva.
Bastante esclarecido, o professor Pedro falou duas coisas verdadeiras e que me chamaram a atenção: primeiro, disse que – “todo acidente pode ser evitado”; depois, que – “carro, hoje, é status.”
E não tem razão, o Pedro? Ontem mesmo me deparei com um desses caras que tem um carro somente pelo status e até por mulheres – infelizmente, existem esses seres do sexo feminino que vivem atrás de um “macho protetor”; um que tenha dinheiro, de preferência. Vejam se não tenho razão: o cara prendeu a chave do carro no cinto, para todo mundo ver. Imaginem quantos desses otários não existem por aí? E quantos deles bebem com suas garotas antes de dirigir? Quantos “acidentes” eles não causam? São um problema, esses boçais.
Um amigo meu, coitado, está passando por maus bocados. Na linha de pensamento do “campão” citado anteriormente, ele comprou uma moto em prestações a perder de vista e, agora, querendo ou não, tem que trabalhar, vai ter que pagar a moto, vai ter que honrar seu compromisso. Seu trabalho é desgastante, ele trabalha muitas horas e, por isso, quase não assiste às aulas do seu curso na faculdade, está perdendo tudo, está ficando para trás. Quer dizer... ao invés de estudar, crescer pessoalmente, o camarada tem que trabalhar para pagar uma moto? Este cara é um preocupado, um estressado, sua capacidade para dirigir defensivamente e evitar acidentes é muito pequena.
Agora, esses irresponsáveis não conseguiram esses automóveis facilmente, assim, do nada. Houve um estímulo por parte do governo anterior ao atual. Usando a irresponsabilidade de um povo que não sabe pensar como caneta, o Lula escreveu uma fantasia. A fantasia de que o Brasil cresceu, que o povo brasileiro cresceu.
Mas e as vítimas dessa fantasia? Os que perderam familiares em “acidentes”, os que se endividaram, tiveram o batimento cardíaco elevado, os que perderam o casamento, os que tiveram a família, a vida arruinada? A quem eles vão procurar?
Sugestão minha: procurem o maior dos bandidos, o causador de tudo, e “acabem” com ele.
O VELHO
Este é o último ano da gestão do prefeito Nabor Wanderley, em Patos. Por isso, ele disse numa entrevista que – "Queremos encerrar o nosso mandato com o 8º São João para superar todos os outros". Por quê? Por que não encerrar o mandado melhorando ainda mais – se é que estão boas – as escolas? Por que não encerrar o mandato calçando mais ruas? Por que não reduzir ao invés de aumentar as noites de festejos juninos para ajudar ainda mais as famílias que estão sofrendo com a seca? Ora, se o prefeito faz isso, "comem" ele. O povo quer festa mesmo. O velho pão e circo.
18 Maio 2012
14 Maio 2012
28 Abril 2012
Quem é que explica?
Sempre que o assunto da conversa é religião, Deus, o papo se encaminha para o “destino”. E sempre que se fala em destino, digo que não acredito nessa maldade. Alguns me olham torto, me acham um otário, pensam que sou ateu, discordam, mas, sempre acabam engolindo minha opinião. Outros concordam comigo, e um outro ali simplesmente respeita, afinal, tenho o sacrossanto direito de não acreditar em destino.
E não digo isto baseado em nada. Não. Tenho argumentos, justificativas. Digo que se todo consequente resulta de um antecedente, então, cada escolha, cada decisão que tomamos trás-nos algum resultado. E esse resultado seria o nosso destino.
- O fulano, nosso amigo, coitado, morreu.
- Morreu de quê?
- Tinha cirrose hepática, mas, é isso mesmo, foi o destino que Deus deu, Ele quis assim.
Negativo, guri. Não foi Deus quem quis. Ele teve cirrose hepática porque bebeu muito, morreu logo por culpa dele.
E, ora, se Deus é justo, como ele daria-nos um destino mau de que não poderíamos escapar? E o pior, por que ele daria um destino bom para um, e um mau para outro? Se fosse, assim, bah, Deus seria um baita de um patife. Já disse, nós fazemos o nosso destino. Deus, justo todavia, deu-nos o livre arbítrio. OK! Sobre isso, estamos conversados, certo?
Agora, gostaria de saber... aliás, queria uma explicação. Se nós, os humanos, colhemos o que semeamos na vida, o que dizer do sofrimento dos bichos, eles que não têm “consciência”, maldades, eles que são indefesos “irracionais”, o que dizer de seus sofrimentos?
Estive lembrando, esses dias, de um cachorro que tive, o Billy. Ele era amável, um encanto. Seus últimos dias de vida foram sombrios, tristes. Não conseguia mais brincar, correr, tão novo ele era...
Por que o bichinho sem culpa sofreu tanto assim? Por que alguns, tão amados e cuidados, sofrem com enfermidades? E por que outros padecem nas mãos dos seres humanos, os ditos racionais? Por que este “destino” implacável?
Não sei a resposta. E vale para nós, também. Por que alguns têm vida tão ruim e outros, gente má, têm vida tão boa?
Ontem li uma frase do notável pensador norte-americano Robert Green Ingersoll. Ela dizia assim: “Na Natureza não existem recompensas nem castigos. Existem consequências”. OK, Ingersoll. Já disse que concordo. Mas e os animaizinhos? Por que sofrem tanto se não têm culpas para reparar?
Favor encaminhar a resposta para o e-mail dos vazios da vida...
ANÔNIMO
O Sr. Anônimo é esperto, um cidadão consciente. Mandou-me um e-mail pedido para que eu falasse sobre desperdício. Queres saber o que respondi para ele? Desça mais um pouquinho.
DESPERDÍCIO
Anônimo, no dicionário, desperdício: “s.m. Ato de desperdiçar. Gasto ou despesa inútil.” Exemplificando, desperdício é um violão nas mãos de Fernando e Sorocaba. É isso.
E não digo isto baseado em nada. Não. Tenho argumentos, justificativas. Digo que se todo consequente resulta de um antecedente, então, cada escolha, cada decisão que tomamos trás-nos algum resultado. E esse resultado seria o nosso destino.
- O fulano, nosso amigo, coitado, morreu.
- Morreu de quê?
- Tinha cirrose hepática, mas, é isso mesmo, foi o destino que Deus deu, Ele quis assim.
Negativo, guri. Não foi Deus quem quis. Ele teve cirrose hepática porque bebeu muito, morreu logo por culpa dele.
E, ora, se Deus é justo, como ele daria-nos um destino mau de que não poderíamos escapar? E o pior, por que ele daria um destino bom para um, e um mau para outro? Se fosse, assim, bah, Deus seria um baita de um patife. Já disse, nós fazemos o nosso destino. Deus, justo todavia, deu-nos o livre arbítrio. OK! Sobre isso, estamos conversados, certo?
Agora, gostaria de saber... aliás, queria uma explicação. Se nós, os humanos, colhemos o que semeamos na vida, o que dizer do sofrimento dos bichos, eles que não têm “consciência”, maldades, eles que são indefesos “irracionais”, o que dizer de seus sofrimentos?
Estive lembrando, esses dias, de um cachorro que tive, o Billy. Ele era amável, um encanto. Seus últimos dias de vida foram sombrios, tristes. Não conseguia mais brincar, correr, tão novo ele era...
Por que o bichinho sem culpa sofreu tanto assim? Por que alguns, tão amados e cuidados, sofrem com enfermidades? E por que outros padecem nas mãos dos seres humanos, os ditos racionais? Por que este “destino” implacável?
Não sei a resposta. E vale para nós, também. Por que alguns têm vida tão ruim e outros, gente má, têm vida tão boa?
Ontem li uma frase do notável pensador norte-americano Robert Green Ingersoll. Ela dizia assim: “Na Natureza não existem recompensas nem castigos. Existem consequências”. OK, Ingersoll. Já disse que concordo. Mas e os animaizinhos? Por que sofrem tanto se não têm culpas para reparar?
Favor encaminhar a resposta para o e-mail dos vazios da vida...
ANÔNIMO
O Sr. Anônimo é esperto, um cidadão consciente. Mandou-me um e-mail pedido para que eu falasse sobre desperdício. Queres saber o que respondi para ele? Desça mais um pouquinho.
DESPERDÍCIO
Anônimo, no dicionário, desperdício: “s.m. Ato de desperdiçar. Gasto ou despesa inútil.” Exemplificando, desperdício é um violão nas mãos de Fernando e Sorocaba. É isso.
21 Abril 2012
80 x 20
O que me traz à charla de hoje é a velha lei dos 80 x 20, lembra dela? Foge-me o nome do seu criador, mas tudo bem, com certeza, ele não vai ficar chateado, afinal, quando celebramos a obra de alguém não lhe podemos fazer homenagem maior.
Pois bem, esse tal princípio dos 80 por 20 diz que 80% de sua felicidade, por exemplo, resulta de apenas 20% de tudo o que você faz ou fez na vida. Dito de outro modo: 80% do que fazemos na vida vão – ou vai – direto para o lixo. Em tudo na vida.
Faz sentido.
Maior parte do tempo, damos atenção aos secundários e não aos fundamentais. Não simpatizo com ele, mas não posso ser estúpido e desprezar algumas coisas boas que contou. Ele é Paulo Coelho, um dos grandes contadores de histórias da História do Brasil.
Paulo Coelho ouviu essa história. Dela são protagonistas uma jornalista e um pianista.
Paulo Coelho contou, em seu Maktub, que certa noite a jornalista Ângela Pontual estava num coquetel, numa reunião social em Nova York, e todos, é claro, conversavam, riam, dizendo isso e aquilo, um coquetel, ora bolas.
Mas muitos dos convidados desse coquetel estavam incomodados com a música alta tocada ao piano pelo pianista convidado para musicar o encontro. Lá pelas tantas, não sei se a própria Ângela ou algum outro convidado, foi até o pianista e, incomodado, disse a ele: “Por que você não toca só para você...”
Foi o que o pianista começou a fazer, tocar só para ele. Conta Paulo Coelho que segundos depois havia um silêncio de cemitério na sala, todos de ouvidos atentos ao pianista. Ele deslumbrava os convidados com sua música.
O que aconteceu? Simples, até o momento em que foi admoestado, o pianista tocava as músicas convencionais, as mais pedidas pelos convidados habituais de coquetéis. Drogas, como se sabe.
Na hora em que começou a tocar só para si mesmo, as suas músicas, com o seu coração, o pianista encantou a todos.
A lição serve para nós. Passamos o maior tempo da vida “tocando” as nossas ações para os outros, dando pouca atenção a nós mesmos. Em fazendo assim, nossa felicidade se reduz mesmo a 20% de tudo o que fazemos. O resto é lixo. Os outros são mais importantes do que nós...
"PROFESSORA"
Uma "professora" dá aulas duas vezes por semana numa turma. São duas aulas na segunda-feira e mais outras duas na sexta-feira. Ela faltou às aulas da segunda-feira alegando doença. Na sexta-feira, publicou em seu perfil no Facebook que esteve doente e que já havia melhorado, mas estava de atestado médico e só iria voltar às atividades na segunda-feira, faltando, também, às aulas da sexta-feira. O que é isso? Gente que não deu para nada na vida e virou professor.
Pois bem, esse tal princípio dos 80 por 20 diz que 80% de sua felicidade, por exemplo, resulta de apenas 20% de tudo o que você faz ou fez na vida. Dito de outro modo: 80% do que fazemos na vida vão – ou vai – direto para o lixo. Em tudo na vida.
Faz sentido.
Maior parte do tempo, damos atenção aos secundários e não aos fundamentais. Não simpatizo com ele, mas não posso ser estúpido e desprezar algumas coisas boas que contou. Ele é Paulo Coelho, um dos grandes contadores de histórias da História do Brasil.
Paulo Coelho ouviu essa história. Dela são protagonistas uma jornalista e um pianista.
Paulo Coelho contou, em seu Maktub, que certa noite a jornalista Ângela Pontual estava num coquetel, numa reunião social em Nova York, e todos, é claro, conversavam, riam, dizendo isso e aquilo, um coquetel, ora bolas.
Mas muitos dos convidados desse coquetel estavam incomodados com a música alta tocada ao piano pelo pianista convidado para musicar o encontro. Lá pelas tantas, não sei se a própria Ângela ou algum outro convidado, foi até o pianista e, incomodado, disse a ele: “Por que você não toca só para você...”
Foi o que o pianista começou a fazer, tocar só para ele. Conta Paulo Coelho que segundos depois havia um silêncio de cemitério na sala, todos de ouvidos atentos ao pianista. Ele deslumbrava os convidados com sua música.
O que aconteceu? Simples, até o momento em que foi admoestado, o pianista tocava as músicas convencionais, as mais pedidas pelos convidados habituais de coquetéis. Drogas, como se sabe.
Na hora em que começou a tocar só para si mesmo, as suas músicas, com o seu coração, o pianista encantou a todos.
A lição serve para nós. Passamos o maior tempo da vida “tocando” as nossas ações para os outros, dando pouca atenção a nós mesmos. Em fazendo assim, nossa felicidade se reduz mesmo a 20% de tudo o que fazemos. O resto é lixo. Os outros são mais importantes do que nós...
"PROFESSORA"
Uma "professora" dá aulas duas vezes por semana numa turma. São duas aulas na segunda-feira e mais outras duas na sexta-feira. Ela faltou às aulas da segunda-feira alegando doença. Na sexta-feira, publicou em seu perfil no Facebook que esteve doente e que já havia melhorado, mas estava de atestado médico e só iria voltar às atividades na segunda-feira, faltando, também, às aulas da sexta-feira. O que é isso? Gente que não deu para nada na vida e virou professor.
14 Abril 2012
Tem que cobrar!
Já contei até 10. Não adiantou. Continuo ardendo em fúria. Eu sei, sou um asno, de que adianta me irritar com este tipo de coisa, se de nada vai adiantar, se nada vai mudar? Enfim, pela “paz de espírito”, vim aqui para tentar aplacar minha raiva.
Claro, antes de tudo, devo contar o que me irritou. Foi um texto “antigo”, do dia 1 de Abril, que li no blog do Marcondes Brito, Diretor Executivo da Rede Bandeirantes, e ganhador, em 2008, do Premio Esso de Jornalismo. No texto, ele fala sobre suspeitas em relação ao estádio do Corinthians e pede respeito à saúde do ex-presidente do Brasil, o Lula. O texto é o seguinte:
“São muitos os problemas das obras do Itaqu… quer dizer, da Arena Corinthians. Como se não bastasse toda essa dificuldade para vender o naming right porque os potenciais patrocinadores acham pouco provável que o nome do bairro de Itaquera venha a ser simplesmente apagado do inconsciente popular, tem uma questão suspeita que surgiu hoje na mídia. Está na coluna de Claudio Humberto, sob o título: “Financiamento para o Corinthians é sigiloso”. Diz o texto:
- Corinthiano fanático, Lula não vai gostar da encrenca: o Ministério Público Federal em SP comprou briga com o Banco do Brasil, que se negou a informar as condições do financiamento para a construção do estádio do Corinthians, em Itaquera, alegando “sigilo”. O MPF alega que são documentos públicos, envolvendo o BB em empréstimo do BNDES, para a Odebrecht construir o estádio para a Copa de 2014. O MPF não aceita a “cláusula de confidencialidade” no financiamento do BB: a União assumiria todos os riscos do negócio com BNDES. O Ministério Público Federal “tomará as providências legais cabíveis”, caso o BB mantenha o sigilo, explicado num ofício, em março.
Comentário meu – Os corintianos não gostam quando alguém se refere ao estádio e pronuncia o nome do bairro de Itaquera no aumentativo, mas essa venda do tal naming right virou mesmo uma novela. E essa história do financiamento sigiloso também é nebulosa. E acho prudente não levarem o problema para Lula. Respeitem a saúde do ex-presidente.”
O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento e Social), não é um banco comercial, é um banco de fomento, portanto, completamente diferente dos outros bancos. Como é um banco de fomento (de ajuda), nasceu para ajudar a “agricultura, indústria, infraestrutura e comércio e serviços, oferecendo condições especiais para micro, pequenas e médias empresas.” – em média de 5 a 6% –, como se vê no site da instituição.
Sendo banco de fomento, ele não possui capital próprio. Todo dinheiro emprestado pelo BNDES (a qualquer tipo de atividade para o qual foi criado e para as que não foi criado também) é o Governo Federal (por ser o banco uma autarquia) quem pega (empresta) nos bancos comerciais (com taxas de juros de 13 a 14%) e repassa ao BNDES para os outros empréstimos. Isso quer dizer que o governo federal subsidia – as nossas custas – a diferença entre os juros do BNDES (6%) e o que ele pega no mercado (14%).
E tudo isso acontece porque no orçamento do Governo Federal não há previsão de dinheiro para empréstimo dessa forma. Há de ser lembrado, também, que durante esses últimos 10 anos de governo do PT, o BNDES está servindo erradamente – propositalmente ou não – para tudo, desde empréstimos subsidiados para a construção de estádios de futebol – serão gastos 400 milhões somente no estádio do Corinthians – até financiamentos de construções de pontes, estradas, etc, por empresas brasileiras em outros países.
Enquanto isso, no Hospital Municipal do Rio de Janeiro, faltam médicos, faltam medicamentos, faltam vagas e, por fim, chegamos ao cúmulo do absurdo: Havendo somente uma vaga, o hospital tendo um paciente de 95 anos com poucas possibilidades de sobrevivência e uma criança em emergência, fica nas mãos do médico a decisão, ele escolhe quem vai ser atendido, ele escolhe quem vai viver. Quem é o médico para decidir isto? Quem é o médico para decidir quem deve viver e quem deve morrer?
E mais, em Brasília, estamos discutindo a vida dos anencéfalos, se eles vão ter cidadania, se eles têm direito a vida; contestações para um lado, contestações para o outro e a verdadeira contestação não está sendo feita: o direito do cidadão brasileiro de ter assistência médica garantida, o direito à vida, à cidadania.
Estão financiando às nossas custas o estádio do Sport Club Corinthians Paulista (uma instituição privada), aliás, financiando não é a palavra. Como já citei, serão gastos 400 milhões. E dinheiro não se gasta, ainda mais este dinheiro sendo do povo. Dinheiro se investe. Este estádio não dará nenhum retorno relevante à sociedade.
Será que estes 400 milhões não resolveriam a situação do Hospital Municipal do Rio de Janeiro? Será que com 400 milhões não conseguiríamos fazer clínicas ou o que quer que seja para darmos cidadania aos anencéfalos? Com 400 milhões não reduziríamos o número de pessoas que morrem nas calçadas de hospitais por falta de atendimento?
Marcondes Brito, a lei de talião é antiga, mas ainda vale, deve valer sempre. Olho por olho, dente por dente. Que demos amor a quem nos dá amor. Que demos carinho a quem nos dá carinho. Respeitemos a quem nos respeita.
Será que o Lula respeitou o povo brasileiro quando trouxe essa Copa para cá? Será que ele respeitou a Dilma, deixando em seu colo esta carga maldita que vai ser a Copa do Mundo? Lembra de uma vez em que ele falou que "o SUS era o melhor sistema de saúde do mundo"? Então, por que é que ele não está tratando seu câncer no SUS ao invés do Sírio Libanês? Tu achas que ele nos respeitou brincando conosco durante oito anos?...
O Lula é o grande responsável por tudo isso, não podemos poupá-lo, que o cobrem mesmo, assim como nos cobram impostos exorbitantes e quando estamos doentes não nos dão vagas e qualidade no atendimento dos hospitais.
Claro, antes de tudo, devo contar o que me irritou. Foi um texto “antigo”, do dia 1 de Abril, que li no blog do Marcondes Brito, Diretor Executivo da Rede Bandeirantes, e ganhador, em 2008, do Premio Esso de Jornalismo. No texto, ele fala sobre suspeitas em relação ao estádio do Corinthians e pede respeito à saúde do ex-presidente do Brasil, o Lula. O texto é o seguinte:
“São muitos os problemas das obras do Itaqu… quer dizer, da Arena Corinthians. Como se não bastasse toda essa dificuldade para vender o naming right porque os potenciais patrocinadores acham pouco provável que o nome do bairro de Itaquera venha a ser simplesmente apagado do inconsciente popular, tem uma questão suspeita que surgiu hoje na mídia. Está na coluna de Claudio Humberto, sob o título: “Financiamento para o Corinthians é sigiloso”. Diz o texto:
- Corinthiano fanático, Lula não vai gostar da encrenca: o Ministério Público Federal em SP comprou briga com o Banco do Brasil, que se negou a informar as condições do financiamento para a construção do estádio do Corinthians, em Itaquera, alegando “sigilo”. O MPF alega que são documentos públicos, envolvendo o BB em empréstimo do BNDES, para a Odebrecht construir o estádio para a Copa de 2014. O MPF não aceita a “cláusula de confidencialidade” no financiamento do BB: a União assumiria todos os riscos do negócio com BNDES. O Ministério Público Federal “tomará as providências legais cabíveis”, caso o BB mantenha o sigilo, explicado num ofício, em março.
Comentário meu – Os corintianos não gostam quando alguém se refere ao estádio e pronuncia o nome do bairro de Itaquera no aumentativo, mas essa venda do tal naming right virou mesmo uma novela. E essa história do financiamento sigiloso também é nebulosa. E acho prudente não levarem o problema para Lula. Respeitem a saúde do ex-presidente.”
O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento e Social), não é um banco comercial, é um banco de fomento, portanto, completamente diferente dos outros bancos. Como é um banco de fomento (de ajuda), nasceu para ajudar a “agricultura, indústria, infraestrutura e comércio e serviços, oferecendo condições especiais para micro, pequenas e médias empresas.” – em média de 5 a 6% –, como se vê no site da instituição.
Sendo banco de fomento, ele não possui capital próprio. Todo dinheiro emprestado pelo BNDES (a qualquer tipo de atividade para o qual foi criado e para as que não foi criado também) é o Governo Federal (por ser o banco uma autarquia) quem pega (empresta) nos bancos comerciais (com taxas de juros de 13 a 14%) e repassa ao BNDES para os outros empréstimos. Isso quer dizer que o governo federal subsidia – as nossas custas – a diferença entre os juros do BNDES (6%) e o que ele pega no mercado (14%).
E tudo isso acontece porque no orçamento do Governo Federal não há previsão de dinheiro para empréstimo dessa forma. Há de ser lembrado, também, que durante esses últimos 10 anos de governo do PT, o BNDES está servindo erradamente – propositalmente ou não – para tudo, desde empréstimos subsidiados para a construção de estádios de futebol – serão gastos 400 milhões somente no estádio do Corinthians – até financiamentos de construções de pontes, estradas, etc, por empresas brasileiras em outros países.
Enquanto isso, no Hospital Municipal do Rio de Janeiro, faltam médicos, faltam medicamentos, faltam vagas e, por fim, chegamos ao cúmulo do absurdo: Havendo somente uma vaga, o hospital tendo um paciente de 95 anos com poucas possibilidades de sobrevivência e uma criança em emergência, fica nas mãos do médico a decisão, ele escolhe quem vai ser atendido, ele escolhe quem vai viver. Quem é o médico para decidir isto? Quem é o médico para decidir quem deve viver e quem deve morrer?
E mais, em Brasília, estamos discutindo a vida dos anencéfalos, se eles vão ter cidadania, se eles têm direito a vida; contestações para um lado, contestações para o outro e a verdadeira contestação não está sendo feita: o direito do cidadão brasileiro de ter assistência médica garantida, o direito à vida, à cidadania.
Estão financiando às nossas custas o estádio do Sport Club Corinthians Paulista (uma instituição privada), aliás, financiando não é a palavra. Como já citei, serão gastos 400 milhões. E dinheiro não se gasta, ainda mais este dinheiro sendo do povo. Dinheiro se investe. Este estádio não dará nenhum retorno relevante à sociedade.
Será que estes 400 milhões não resolveriam a situação do Hospital Municipal do Rio de Janeiro? Será que com 400 milhões não conseguiríamos fazer clínicas ou o que quer que seja para darmos cidadania aos anencéfalos? Com 400 milhões não reduziríamos o número de pessoas que morrem nas calçadas de hospitais por falta de atendimento?
Marcondes Brito, a lei de talião é antiga, mas ainda vale, deve valer sempre. Olho por olho, dente por dente. Que demos amor a quem nos dá amor. Que demos carinho a quem nos dá carinho. Respeitemos a quem nos respeita.
Será que o Lula respeitou o povo brasileiro quando trouxe essa Copa para cá? Será que ele respeitou a Dilma, deixando em seu colo esta carga maldita que vai ser a Copa do Mundo? Lembra de uma vez em que ele falou que "o SUS era o melhor sistema de saúde do mundo"? Então, por que é que ele não está tratando seu câncer no SUS ao invés do Sírio Libanês? Tu achas que ele nos respeitou brincando conosco durante oito anos?...
O Lula é o grande responsável por tudo isso, não podemos poupá-lo, que o cobrem mesmo, assim como nos cobram impostos exorbitantes e quando estamos doentes não nos dão vagas e qualidade no atendimento dos hospitais.
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